Professor de muaythai é investigado por espancar engenheiro civil em João Dourado

Professor de muaythai é investigado por espancar engenheiro civil em João Dourado
REPRODUÇÃO/STREET VIEW

Um caso de agressão física envolvendo um professor de muaythai e um engenheiro civil, em João Dourado, virou caso de polícia. O fato ocorreu no dia 14 de agosto, na região central da cidade, e gerou um clima de revolta entre populares e familiares. Os advogados de ambas as partes se manifestaram sobre o ocorrido ao Irecê Repórter.

A vítima, identificada aqui pelas iniciais M.D.A, ficou com diversos hematomas pelo corpo, principalmente no rosto. No resumo da ocorrência policial, ele relata que chegou em casa pouco mais da meia-noite, após ter ido a Irecê em companhia de uma ex-namorada do professor de muaythai, aqui identificado pelas iniciais J.S.S.

Ainda na ocorrência, M.D.A narra que o agressor chegou em sua casa a bordo de um carro e começou a fazer-lhe diversas ameaças, entre elas, “vou lhe queimar”.  Ao tentar voltar para dentro de casa, a vítima disse que o professor lhe seguiu e passou a lhe atacar fisicamente, já dentro de sua própria residência. Em um momento da confusão, M.D.A relatou que o professor falava que estava armado e chegou a dizer: “se ela não ficar comigo, não fica mais com ninguém”, referindo-se a sua ex-namorada. Os pais de M.D.A presenciaram a briga e, segundo ele, também foram ameaçados.

Vale registrar que a ex-namorada do profissional de muaythai tem uma Medida Protetiva em seu favor.

DEFESAS

A advogada criminalista Marina Gabriel de Souza Machado, que advoga para a família de M.D.A, disse ao Irecê Repórter que “todas as medidas legais estão sendo cabíveis na tentativa de indiciamento do investigado pelos crimes de ameaça e tentativa de homicídio. O inquérito está em fase final, sob responsabilidade do delegado de Polícia de João Dourado”.

Já o advogado do professor de muaythai (que pediu para não ter seu nome publicado), salientou que  as acusações são desproporcionais aos fatos. “Houve, de fato, o atrito, eles tiveram uma luta corporal, mas não chega nem próximo das acusações que estão sendo imputadas a ele. A proporção em que levaram essa ‘história’ é descabida, irresponsável, mas a justiça vai provar, de fato, o que aconteceu. Até porque todas as acusações são baseadas apenas na fala da possível vítima, que inclusive, deu sua queixa quase 15 dias após a agressão”, relatou o advogado ao Irecê Repórter.

INQUÉRITO

O inquérito policial está em fase de finalização e será remetido ao Ministério Público para possível oferecimento de denúncia.

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